PRESÍDIO – Em plena guerra de facções GAPE é descartado em Rondônia
Segunda, 09 de Janeiro de 2017 - Atualizado as 12h47min

No estado de Rondônia, uma medida tomada neste domingo (8) chamou a atenção de grupos que atuam para resguardar a segurança nos presídios, pois gerentes da SEJUS (Secretaria de Justiça) afirmaram que o GAPE (Grupo de Ações Penitenciárias Especiais) não seria mais acionado.

De acordo com agentes penitenciários, durante uma revista geral realizada na manhã deste domingo (8) o GAPE foi descartado e policiais do COE (Companhia de Operações Especiais) foram deslocados para a operação, o fato indignou os integrantes do GAPE que foram informados que o grupo seria desativado e os agentes realocados a suas funções anteriores. 

Considerado uma “tropa de elite” penitenciária, o GAPE foi criado há pouco mais um ano e já estava atuando dentro dos presídios há seis meses. O grupo é formado por agentes penitenciários selecionados através de exames de aptidão física.

Apenas 29 agentes conseguiram concluir o curso que contou com testes como 1 minuto de apneia, 20 metros de mergulho submerso, 10 minutos de flutuação de calça e coturno, entre outros.

Já qualificados como interventores, os agentes penitenciários integrantes do GAPE conseguiram realizar um grande número de ações dentro das carceragens públicas, entre elas a contenção de um princípio de rebelião no dia 28 de agosto onde foi encontrada celas interligadas.

De alerta 24 horas o grupo fez com que nos últimos seis meses o estado não precisasse deslocar unidades do COE para dentro das penitenciárias, garantindo mais efetivo e patrulhamento para a sociedade.

Vale considerar que a formação dos agentes dentro do curso e todas as ações de inicialização do grupamento oneraram os cofres públicos justamente no intento de qualificar uma equipe penitenciária que possa realizar o trabalho de contenção de rebelião em uma unidade prisional.

Os agentes foram inclusive treinados por uma equipe especial vindo de Brasília do DPOE (Diretoria Penitenciária de Operações Especiais). A criação de grupos de choque foi uma medida pioneira dentro do sistema penitenciário brasileiro e Rondônia começava a se destacar.

Porém, ainda sem muita explicação o GAPE foi extinguido, deixando esse serviço mais uma vez nas mãos da Polícia Militar, fato muito criticado pela comunidade e também por parcela dos policiais militares.

Enquanto isso as penitenciárias em Rondônia permanecem em estado de alerta, o risco de um confronto entre detentos de facções rivais é iminente e já foi admitido pelas autoridades policiais rondonienses. Cabe ao governo se explicar sobre essa medida tomada em um dos momentos mais complicados do sistema prisional nos últimos anos.

 

 

 

  • Fonte: Rondônia ao Vivo
Publicidade
loading... Carregando conteúdo...

Digite aqui seus comentários.

Reload the CAPTCHA codeSpeak the CAPTCHA code
 
Publicidade