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A doentia guerra ideológica em torno do uso da cloroquina para salvar vidas na pandemia

por Redação

Sérgio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Há uma guerra política também em relação ao uso da cloroquina no combate ao cornavírus. É algo surreal como um tema de tal importância é tratado como se fosse apenas um troféu político de grupos, sejam de um lado ou de outro da moeda, que está dividindo nosso país. O presidente da República, um leigo, defende o uso do medicamento. Milhares de médicos também o defendem. Milhares de outros são contra.

Enquanto esses deuses, que decidem sobre a vida e morte das pessoas, brigam por suas ideologias, milhares de brasileiros estão morrendo porque não têm acesso a esse medicamento que, ao menos até agora e em centenas e centenas de casos, ajudaram sim a curar a doença. O Conselho Federal de Medicina já autorizou seu uso, embora isso tenha que ser definido entre médico e paciente. Mas os que são contra não aceitam sequer que ele pode ajudar no combate ao Covid 19. Essa briga pérfida, baseada em teorias pessoais e em grupos que se dividem apoiando ou rejeitando o medicamento, está deixando o brasileiro comum doido. Imagine-se o que passa na cabeça dos doentes…

GOLPE MILITAR OU PAREDÃO PARA OS ADVERSÁRIOS: BRASIL TEM FUTURO?

Transformar a crise do coronavíris e a crise política em mote de palanque eleitoral e ideológico é, sem dúvida, um dos maiores crimes que já se pode cometer contra nosso país. É isso o que a gente vê, ouve e lê na mídia tradicional, mas principalmente no mundo cão em que se transformaram as redes sociais. Não há sentimento, não há compaixão, não há respeito. Há apenas a brutalidade da imposição da opinião contra ou a favor do governo. A doença, a tragédia, as mortes, são apenas pano de fundo para a verdadeira missão da grande maioria dos envolvidos no imenso debate, que começou no dia em que Bolsonaro ganhou a eleição e continuará até o dia em que seu mandato terminar ou, mais cedo, se ele for defenestrado do poder. Essa é a tragédia nacional: um país dividido pela política. De um lado, grupos fanáticos, que não enxergam qualquer erro do Presidente, por pior que ele seja. Do outro, os derrotados de 2018, que jamais aceitaram o resultado democrático das urnas e que põe o fim do governo Bolsonaro acima de quaisquer outros interesses do nosso país. Os extremistas estão perto de levar sua Nação ao caos, mas isso não lhes interessa, desde que sejam vencedoras suas ideias pessoais e suas ideologias. O Brasil? Há, o Brasil que e dane! Nossa elite política e boa parte do nosso povo deveria é ter vergonha na cara; nossa imprensa descompromissada com a verdade, deveria tirar sua capa de isenção e se desmascarar, por inexistência do atributo ou de qualquer insinuação que tenha algo a ver com os fatos reais; muita gente do povo deveria também se envergonhar, ao aceitar que tenhamos chegado a isso e por participar disso.

A tragédia bate à nossa porta. Primeiro, ela levará dezenas de milhares de vidas, pela Covid 19. Depois, levará muito mais, pela pobreza, pela crise econômica absurda que já está chegando. As duas causas podem destroçar nossa Nação, mas o que se sente, neste pobre país, destroçado por extremismos, é que nada disso importa. “Se meu grupo e o que defendo não forem seguidos, que o Brasil exploda, que seja terra arrasada, que vá para o inferno, com todos aqueles que não pensam como eu”, parece ser a nova letra do tenebroso hino nacional que estamos criando. Ninguém parece estar realmente preocupado com a doença, nosso futuro e o futuro dos nossos filhos. Hoje, os bolsonaristas sonham com um novo golpe militar e com tanques passando sobre os esquerdistas, adversários. Os antibolsonaristas parecem sonhar mesmo que cheguemos ao nível de Cuba, no final dos anos 50, quando Fidel Castro mandou para o paredão, matando por fuzilamento milhares de adversários. Nada de patriotismo, amor ou respeito pelos outros. A única democracia que interessa é aquela que atende aos meus interesses. Tem alguma chance um país como esse?

RONDÔNIA: MENOS ÓBITOS QUE O RESTO DO PAÍS

Tem razão o secretário de saúde, Fernando Máximo, ao corrigir uma informação desta coluna, na última sexta-feira. A comparação foi feita com dados diferentes. Por isso, está incorreta que o percentual de mortes por corona vírus em Rondônia é muito maior do que os números nacionais. Na verdade, é o contrário. O cálculo foi feito, ao se falar dos dados de todo o País, sobre o total da população e não sobre o número de casos de contaminados. Em Rondônia, o percentual de mortes, depois dos números dos últimos dias, subiu para 3,3 por cento. Mas é menos que a metade do número nacional, que está, na verdade, em 6,7 por cento. No Amazonas, por exemplo, o percentual já chegou a 7,2 por cento de óbitos sobre os perto de 17.500 contaminados. Ao se dividir o número de óbitos pelo de contaminados, que é o cálculo correto, Rondônia está numa situação muito melhor do que a média nacional, embora, claro, cada morte seja uma pequena tragédia para todos. Correção feita!

BANCADA FEDERAL NA GUERRA AO CORONA

A bancada federal de Rondônia conseguiu emendas de 22 milhões de reais para o combate ao coronavírus no Estado. Os oito deputados federais e três senadores anunciaram que os recursos já foram liberados e estão disponíveis nos cofres do Governo do Estado. A verba foi conseguida depois de reuniões entre os parlamentares e representantes do Estado, em que todos os membros da bancada decidiram unir forças para que parte de suas emendas fossem encaminhadas para a batalha contra a doença que está assustando a todos.  Os recursos serão empregados na aquisição de insumos, medicamentos, locação de UTIs, aquisição de Equipamento de Proteção Individual Hospitalar para os médicos e enfermeiros, assim como para a aquisição de kits para realização do exame do coronavírus e teste rápido para detectar a doença. Os deputados federais Léo Morais, Expedito Netto, Mariana Carvalho, Lúcio Mosquini, Jaqueline Cassol, Silvia Cristina, Dr. Mauro Nazif, Coronel Chrisóstomo, e os senadores Confúcio Moura, Marcos Rogério e Acir Gurgacz têm mantido contato com o secretário de saúde, Fernando Máximo, através de videoconferência, tratando de mais ações em prol do socorro imediato que os municípios e o governo de Rondônia nesse momento de crise.

GUERRA ÀS MULHERES E ROUBO DE CELULARES

Todo o noticiário tem se concentrado nos problemas, números, casos, internações e mortes do coronavírus. Mas as outras questões que sempre se abateram contra a sociedade, continuam existindo. Duas delas precisam ser destacadas. Primeiro, o aumento assustador de casos de agressões a mulheres dentro de suas casas, por parceiros ou maridos. O outro é também assustador. Cresceram em números alarmantes, os assaltos e roubos. Dezenas de portovelhenses têm sido vítimas dos bandidos, a maioria deles perdendo seus celulares, que os criminosos trocam por droga. A maioria dos que são atacados é de pessoas pobres, muitas delas sem qualquer chance de comprar outro aparelho, ao menos dentro de curto prazo. Os ‘dimenor’ e jovens formam duplas de motoqueiros que infernizam a cidade. Nas últimas semanas, o bairro São João Bosco tem sido um dos mais procurados pelos bandidos. Policiamento zero nas ruas…

BAIRRO PEDE SOCORRO: UMA SEMANA SEM ÁGUA

Socorro, Caerd! Em plena pandemia, quando a água é vital para a limpeza, grande número de porto velhenses simplesmente abrem suas torneiras e delas sai….nada. Isso mesmo! No bairro Aponiã, por exemplo, na região da rua Clara Nunes, os moradores estão desesperados, porque “comemoraram” a primeira semana sem uma gota d´água. A situação está cada vez pior. Sem água, não se toma banho, não se lava roupa, nem os alimentos que vêm da rua; nem se pode cuidar das crianças. O problema tem se repetido em outras regiões da cidade. É vital que nesse momento de crise, a Caerd faça um esforço para que ninguém fique sem água em suas casas. Certamente a direção da empesa vai atender os apelos dos moradores do Aponiã, que andam apavorados com o problema que se arrasta há vários dias.

BELMONT: SERÁ QUE AGORA SAI?

Mesmo com a pandemia, o DER anuncia que está trabalhando duro em obras de Porto Velho. Duas delas se destacam. Primeiro, da Estrada do Belmont, um problema que afeta, há décadas, a ligação das empresas de transporte de combustíveis e derivados, está andando. Na Belmont, já existe um quilômetro de lançamento de pedras rachão, aguardando a base de 20 centímetros para futura pavimentação, com a previsão que sejam asfaltados os quatro quilômetros este ano, segundo engenheiros do órgão, o que resolveria de vez o grave problema, segundo o DER. Outra obra importante é a ligação da BR-364 com o Porto, o anel viário chamado de Expresso Porto. Ali já começaram as preparações para asfaltamento do trecho. O DER continua sendo muito cobrado em relação a obras em estradas do interior, mas ao menos na Capital, as coisas estão começando a acontecer…

ATESTADOS FALSOS: MÉDICOS PRESSIONADOS

Afora os escândalos de compras superfaturadas, de equipamentos que não funcionam; da malandragem se aproveitando da desgraça (coisas comuns nesse país), agora aparece mais uma dessas sacanagens em plena crise da Covid 19. O Sindicato dos Médicos do Ceará pediu providências ao Ministério Público, para que abra investigação sobre denúncias de que médicos estariam sendo pressionados a classificar mortes como “suspeitas do novo coronavírus”, por meio de ameaças realizadas de “formas explícitas e veladas” a qualquer morte sem causa clara. A intenção, ao que parece, é tornar a tragédia maior e tentar conseguir mais recursos federais. A determinação, que veio da Secretaria de Saúde do Estado, era para que os médicos atestassem, em casos de óbitos que ocorrem nas unidades de atuação, como possível decorrência da Covid-19. Estaria ainda sendo inviabilizada a possibilidade de os médicos realizarem “exames mais precisos”, antes de confirmarem a causa de morte do paciente.

EXIGÊNCIAS SOBRE QUEM DEFENDE A LEI

Pouco mudou no Brasil, em relação às leis de combate ao crime e à intransigente defesa dos direitos humanos dos bandidos. A tentativa de criminalizar a polícia e defender os bandidos, está arraigada em alguns setores da sociedade. Enquanto as leis não forem mudadas, essa gente continuará mantendo sua batalha, “exigindo” explicações quando os policiais, que arriscam suas vidas todos os dias, matam bandidões, traficantes, membros do crime organizado. A história que todos já conhecemos repetiu-se nessa sexta, numa favela do Rio de Janeiro. Depois de vários meses de investigações, os policiais entraram nas vielas e ruas atrás dos criminosos. Os bandidos, incluindo um dos maiores traficantes do país, que mandava em duas favelas cariocas, reagiram, usando armamento pesado. Até uma granada explodiu. Treze pessoas, todas do mundo do crime, segundo a polícia, acabaram mortas, incluindo o chefão do tráfico. Correndo, membros da Defensoria Pública “exigiram” investigação da ação policial. Nunca “exigiram” nada em relação aos donos do crime. Embora parte da sociedade já tenha sido vacinada contra esse tipo de tentativa de criminalizar as polícias, há ainda quem acredite nessa balela. Lamentável!

PERGUNTINHA

Se você fosse contaminado pelo coronavírus e tivesse que ser hospitalizado, autorizaria ou não seu médico a usar a cloroquina em seu tratamento?

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