Home Brasil Alunos de Robótica do Sesi criam soluções baratas e sustentáveis para problemas da cidade

Alunos de Robótica do Sesi criam soluções baratas e sustentáveis para problemas da cidade

por Redação

BRASÍLIA – Como vai ser a vida nas cidades do futuro? Quem passa pelo pavilhão da Bienal, em São Paulo, vai ter uma ideia do que vem por ai. É que além dos robôs, o Festival Sesi de Robótica também apresenta projetos inovadores pra mudar a vida na sua casa, no seu bairro e na sua cidade. E tem mais: muitos prometem ser soluções sustentáveis e mais baratas para problemas urbanos comuns.

Festival de Robótica SESI.

São propostas de estudantes de 9 a 16 anos, de escolas públicas e particulares, que participam da disputa na categoria FIRST LEGO League. A Agência CNI de Notícias selecionou algumas dessas ideias inovadoras.

  1. Pra cego andar em qualquer lugar

Você já conhece os pisos táteis aplicados nas ruas pra facilitar a vida dos cegos. Mas como fica a sinalização em espaços fechados, como prédios, lojas e casas? A solução veio dos alunos do Sesi Canaã, de Goiânia (GO), integrantes da equipe de robótica Life Sesi Canaã. Eles desenvolveram pisos táteis para ambientes internos utilizando materiais recicláveis, que deixaram o produto muito mais barato. Cada placa custa R$ 1,75, incluindo o adesivo para implantação, dispensando obras para adaptação do piso. O produto é quase 15 vezes mais barato do que modelos semelhantes disponíveis no mercado, que custam R$ 25 a placa.

Sozinha, a ideia já é incrível. Só que a equipe goiana foi além e criou também 5 novos pisos para ruas e avenidas. Os modelos inéditos alertam os cegos para pontos de ônibus, faixa de pedestre, sinais de trânsito, assim como declives ou aclives em passeios e escadas. Os protótipos foram testados e aprovados por cegos de associações de Goiânia. A equipe já apresentou a ideia para a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

  1. Imagina um mundo sem rejeitos de construção

Se depender da equipe Lego Bros, do Sesi de São Gonçalo do Sapucaí (MG), vai ser assim. Preocupados com o grande volume de rejeitos de construção, os estudantes desenvolveram um bloco pré-moldado de terra comprimida para ser usado na construção de casas. O bloco sustentável, batizado de Bros Co, é feito com areia, água, terra, cal e fibra de bambu. Quando a casa construída com esse bloco for demolida, o que seria rejeito será reabsorvido pela natureza.

Outra vantagem é o custo. Cada bloco artesanal sai a R$ 0,25, com mil tijolos a R$ 250,00. A mesma quantidade de outros blocos sustentáveis comercializados hoje não saem por menos de R$ 1,3 mil. Outra inovação é a forma de encaixe, que já vem embutido e é feito de bambu.

  1. Tem prédio doente na sua cidade?

Essa questão é levada a sério pela equipe Lego Masters da Associação Beneficente Comunitária Olhar de Laura, de São Paulo (SP). Os estudantes usaram como exemplo a Avenida Paulista, cheia de prédios sem janelas e, consequentemente, frequentadores reféns do ar-condicionado. São ambientes perfeitos para a proliferação de doenças como alergias, sinusites, pneumonia, dentre outras.

Com isso, a equipe desenvolveu um site que vai virar aplicativo. Lá, é possível cadastrar o edifício, receber um diagnóstico sobre a estrutura – se por acaso esse CEP tem a Síndrome do Edifício Doente – e receber orientações para resolver o problema. De acordo a com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a síndrome é um conjunto de doenças causadas ou estimuladas pela poluição do ar em espaços fechados.

  1. Inflitração nos telhados nunca mais

Em Ananindeua (PA), a preocupação dos estudantes do Sesi é com a infiltração em prédios da cidade, por conta do alto índice de chuvas. Para resolver o problema, a equipe Born to Fight desenvolveu uma manta impermeabilizante com garrafas pet. Colocada dentro da laje, entre o concreto, ela forma uma barreira que impede a passagem da água.

Além inovadora e acabar com o descarte irregular das garrafas pet, o projeto é de baixo custo. A manta mais acessível no mercado custa R$ 30 o metro. A manta paraense fica em R$ 5 o metro. O negócio promete e a equipe já vai entrar com um pedido de patente.

  1. Energia solar: quando menos é mais

Gastar menos com equipamentos e ter energia solar para usar. A equipe Robo Life do Sesi/Senai de Candeias (BA) encontrou essa fórmula. Pensando inicialmente na escola onde estudam, eles desenvolveram um sistema de movimentação de placas solares através de um sensor de luminosidade, chamado de Sunlife.

Diferente dos modelos que já existem, o sensor permite que as placas solares acompanhem a movimentação do sol durante todo o dia. O custo para implantação de placas solares na escola sem o sensor ficaria em R$ 225 mil. Com a inovação dos estudantes, o valor cai para R$ 23 mil. Resultado: menos placas para gerar mais energia.

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