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Avião com quase meia tonelada de cocaína interceptado na divisa Rondônia-Mato Grosso

por carlos

PORTO VELHO – Um avião Cessna modelo 182P sem plano de voo foi interceptado sobrevoando o espaço aéreo de Rondônia na região de fronteira com a Bolívia próximo à divisa com Mato Grosso, neste sábado, 31. O avião estava carregado com quase meia tonelada de cocaína e foi obrigado pelas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) a pousar imediatamente, sob pena de ser abatido a tiros, como já aconteceu na região de Alta Floresta do Oeste, na Zona da Mata. 

Em solo, a Polícia Federal, que já vinha trabalhando em conjunto com a FAB e com apoio do Grupo Especial de Fronteiras do Mato Grosso (Gefron/MT) e fez a apreensão da carga de 320 kg de cocaína.

A PF não informa se o piloto foi preso ou fugiu e nem o local onde aconteceu o pouso e a apreensão da droga.

A FAB identificou sobrevoando o espaço aéreo brasileiro em Rondônia uma aeronave sem plano de voo e determinou o pouso. A cocaína, que provavelmente vem de laboratórios de refino na Bolívia, estava acondicionada em fardos e totalizou exatamente 324 quilos.

Essa apreensão é resultado do esforço conjunto e integrado das forças de segurança para a repressão a voos ilícitos de pequenas aeronaves carregadas com drogas oriundas dos países produtores.

A ocorrência de voos piratas com aeronaves carregadas de droga acontece nesta região com muita frequência desde os anos 1980. Mas desde que foi aprovada pelo Congresso Brasileiro a Lei 9.614/1998, chamada Lei do Abate, para forçar um avião suspeito a aterrissar dificultou para o tráfico essa modalidade de transporte da droga.

A norma, regulamentada pelo decreto 5.144/2004, autoriza a Aeronáutica a abater a aeronave que, após tiros de aviso, não obedecer à ordem de descida.

Em 2014, o Governo editou novo decreto atualizando o tema. O decreto 8.265, de 11 de junho de 2014, não revogou o decreto de 2004, mas delegou ao comandante da Aeronáutica a competência para autorizar a aplicação do tiro de destruição, especialmente para o período de 12 de junho a 17 de julho de 2014

Os procedimentos legais e administrativos foram lavrados na superintendência da PF em Rondônia, onde as investigações e as diligências continuam para identificação dos outros envolvidos.

Com informações da Assessoria

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