Home Política Confúcio diz que Ministério Educação precisa apresentar um protocolo de retorno às aulas com segurança

Confúcio diz que Ministério Educação precisa apresentar um protocolo de retorno às aulas com segurança

por Redação

O senador Confúcio Moura (MDB-RO), durante a audiência pública da comissão da Covid-19, desta quinta-feira (09) que debateu a educação diante na pandemia, disse que o Ministério da Educação se justifique como uma entidade política de coordenação nacional, e que possa captar conselhos de representações da sociedade civil e elaborar parâmetros de retorno às aulas com segurança sanitária.

Segundo o parlamentar, as escolas estão fechadas, faltam recursos para meios tecnológicos, para que os alunos possam interagir, falta internet e computadores, principalmente para os alunos pobres. “O assunto é vasto, é amplo, está atormentando os pais, prefeitos e governadores com a insegurança em saber qual é a hora em que esses alunos retornarão à escola. Tudo isso nos tem deixado preocupados”, disse.

Confúcio questionou o retorno às atividades escolares. “É muito fácil falar “vamos voltar às aulas”. Vamos voltar às aulas quando há o pico da doença ainda em muitos estados, e muito alto? Vagas de UTI lotadas, a gente vê nos noticiários todas as horas. Como é que vão retornar esses meninos? – que teoricamente vão ser assintomáticos da doença, mas vão retornar para casa, e lá está o pai, está a mãe, a avó, parentes. Como fica esse circuito da transmissão da enfermidade?”, arguiu o parlamentar.

Para o senador, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação  (Undime), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), entre outras instituições estão muito preocupadas, já se adiantaram a esse debate, mas está faltando esse órgão de representação máxima que é o Ministério da Educação entrar no circuito para que, através da sua liderança nacional, possa também apresentar um protocolo de retorno às aulas com segurança.

A urgente votação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que irá expirar em dezembro deste ano, e também a liberação de recursos dos fundos, o Fust, entre eles, importante para monitorar e levar internet a todos recantos distantes do país e a todas a escolas brasileiras, foram abordados pelos convidados e parlamentares na audiência pública.

O colegiado presidido por Confúcio Moura, ouviu o presidente Undime, Luiz Miguel Martins; o Secretário de Educação de Sergipe, representante do Consed, Josué Modesto; o presidente do Conselho Nacional de Educação, Luiz Roberto Liza Curi; e Cezar Miola, Conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS), especialista de controle de contas que também se especializou na área de educação do Brasil.

 

 

 

Fonte: Assessoria

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