Home Agricultura Em programa de TV, Ismael Crispin defende inclusão de Rondônia em portaria do Ministério da Agricultura

Em programa de TV, Ismael Crispin defende inclusão de Rondônia em portaria do Ministério da Agricultura

por Redação

Inclusão do Estado resulta em maior arrecadação e não penaliza o consumidor, diz Ismael

 

O deputado Ismael Crispin (PSB) concedeu na sexta-feira (6) entrevista ao programa Fala Rondônia, na Rede TV Rondônia, onde explicou os prejuízos que o Estado terá com a manutenção da portaria assinada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Para a safra 2020/2021, o ministério reajustou o preço mínimo da saca de café conilon em 15,31%, mas deixou Rondônia de fora.

O parlamentar explicou que em praticamente todo o País o preço mínimo da saca de 60 quilos do conilon passará para R$ 242,31, mas em Rondônia permanecerá em R$ 210,13. Ele citou que são R$ 32,18 multiplicados por 2,4 milhões de sacas de café, portanto o prejuízo para o Estado beira os R$ 80 milhões.

Ismael Crispin classificou como “estranho” o comportamento da ministra Tereza Cristina e detalhou que Rondônia está sempre entre os três maiores produtores de conilon. “O maior produtor é o Espírito Santo, que está contemplado na portaria assinada pela ministra”, adiantou.

De acordo com o deputado, anteriormente Rondônia produzia menos ocupando uma área cultivada bem maior. “Agora produzimos mais, com uma área menor. Isso foi um esforço registrado a agricultura familiar. Essas famílias do campo, em vez de serem recompensadas pelo investimento, são penalizadas pelo Ministério da Agricultura”, afirmou.

No programa, Ismael Crispin afirmou que acionará a bancada federal de Rondônia, que precisa cobrar respeito do Ministério da Agricultura. “É preciso discutir essa questão com a bancada. A portaria prejudica milhares de famílias de produtores, neste ano e em 2021”, destacou.

Ismael Crispin disse, ainda, que a inclusão de Rondônia na portaria também resulta em maior arrecadação, mas não penaliza o consumidor do Estado. “Estamos falando do preço mínimo pago ao produtor. O que acontecerá é que o atravessador virá até Rondônia, comprará barato e fornecerá às grandes empresas. O dinheiro que deixará de entrar em impostos poderia beneficiar a população em geral. E pequeno produtor gasta o resultado da colheita no próprio Estado”, finalizou.

 

 

 

 

Fonte: Assessoria
Fotos: Assessoria

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