Home Artigos Fragmentos para a história de Rondônia – Parte II

Fragmentos para a história de Rondônia – Parte II

por Redação

Francisco Matias*

PORTO VELHO – A criação e o funcionamento do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em 1970, não deram início á colonização no Território Federal de Rondônia nem no Estado do Acre, à na medida em que este processo já vinha ocorrendo desde meados da década de 1960, fosse por auto colonização ou por empresas Colonizadoras privadas, tais como a Calama S/A e a Itaporanga S/A.

Por outro lado, o governo militar atuava por meio do Ibra (Instituto Brasileiro para Reforma Agrária) e do Inda (Instituto Nacional para o Desenvolvimento Agrário), este com maior atuação no Acre.

Havia ainda o Grupo Executivo de Reforma Agrária (Gera)

Boa parte dos antigos seringais haviam sido transformados em fazendas, áreas de garimpagem, ou terras para especulação, com forte atuação de grileiros. Todo esse aparato aguardava os imigrantes que se aboletavam em caminhões pau de arara em busca da aventura por uma vida nova no Eldorado chamado Rondônia.

1971, 11.08 – O presidente Emílio Garrastazu Médici cria, por decreto, o Programa de Distribuição de Terras e Estímulo a Agricultura no Norte e Nordeste (Proterra)

Está aberta oficialmente a colonização oficial dirigida a Rondônia e Acre.

Uma ação de governo que somente se tornaria possível sob uma ditadura.

E o país estava em um regime ditatorial.

*É professor de historia regional e historiador

 

Related Articles

Deixe um comentário