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Governador participa, por vídeo, de sessão da Assembleia e defende perdão de multas e juros da dívida da Energisa

por Redação

Sérgio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Foi um dia diferente para a Assembleia Legislativa de Rondônia. Pela primeira vez na história, um governador participou da sessão, conversando diretamente com os parlamentares, de forma virtual. Ao lado do Jair Montes, que estava em audiência com ele no Palácio, Rocha debateu com os deputados projetos de interesse do governo. Conseguiu bons resultados, como a aprovação de projeto que libera algo em torno de 195 milhões de reais para a área da saúde, nesse momento de pandemia, assim como projetos sociais, propostos pelo Executivo, para ações que a Secretaria de Ação Social do Estado, a Seas, pretende colocar em prática.

O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, viu aprovado importantes projetos para o estado e defendeu perdão de juros e multas para dívidas de grandes empresas

Uma das propostas aprovadas autoriza o governo do Estado a doar até 200 reais para pessoas carentes. Rocha aproveitou o encontro para defender o projeto que dá descontos aos juros e multas da dívida da Energisa, alegando que se o dinheiro for pago agora – de imediato, em torno de 750 milhões de reais – isso ajudaria muito nos investimentos da saúde, neste momento de calamidade pública. O governador também agradeceu ao presidente Laerte Gomes e aos deputados, pelo apoio dado a projetos que beneficiam a população.

NOVO HOSPITAL VAI AJUDAR MUITO NESSES TEMPOS DE PANDEMIA

O novo Hospital do Governo do Estado, na verdade uma Maternidade privada há vários anos, será sim de grande utilidade para a população, nesses tempos tenebrosos de pandemia, onde os casos de contaminação por corona vírus crescem de forma assustadora. Claro: haverá, como sempre, vozes contrárias, o que é comum em decisões como essas. Mas não se pode tirar o mérito da solução, mesmo que parcial, mas uma solução sim, em plena crise. Não fosse a interferência de órgãos de fiscalização, o que acabou sendo mote para que a negociação de aluguel de parte do prédio do Hospital Prontocordis ainda não se concretizasse, embora as conversas continuem, esse bom negócio não aconteceria. Ao invés de perto de 10 milhões por um aluguel de três meses, com 2 milhões a mais Rondônia adquire um hospital pronto, inicialmente com 38 leitos, mas que poderá, a curto prazo, duplicar esse número e que, em uma emergência, pode chegar a até 140 leitos. Melhor que um aluguel.  Está em obras, mas elas ficam prontas no fim do mês. Melhor que construir um hospital de campanha, que certamente demoraria, custaria muito caro e, meses depois, seria desmontado, pois só viável em tempos de calamidade. A compra, mesmo sem licitação, certamente será aprovada pela população e pelos órgãos de controle, até porque, apenas como parâmetro, nas propostas de aluguel de 90 dias que a Sesau recebera, os 10 milhões do Prontocordis foram o menor preço. Os demais propuseram valores bem mais elevados. Há a questão da falta de licitação, mas nesse caso, ela é completamente explicável. Fossem seguidos todos os trâmites da doentia e, por vezes, criminosa (contra o povo) burocracia infernal que esse país impõe, talvez a compra se efetivasse daqui a uns dois ou três anos.

A decisão do governador Marcos Rocha, com o pleno aval do secretário Fernando Máximo, que tem sido extremamente dedicado, trabalhando duro para ao menos amenizar a crise do coronavírus, foi, portanto, correta. A oficialização do contrato ocorreu na quinta-feira, quando o titular da Sesau apôs sua assinatura (a que faltava) no documento de compra. Em duas semanas, se tudo correr bem, o Regina Pacis já começa a atender pacientes. A princípio, atenderá apenas infectados pelo coronavírus, com sintomas menos graves (já que não haverá UTI). Passada a crise, poderá receber também doentes que estão em filas de cirurgias e outros atendimentos e que hoje acabam até em colchões, jogados nos corredores, por exemplo, do João Paulo II. As equipes de médicos, anestesistas, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e outras, necessárias ao bom funcionamento do hospital, começarão a ser montadas em breve, mesmo com a grande quebra no número de servidores da saúde, quase 600, que ou estão contaminados com a Covid 19 ou estão sob suspeita da doença. Não será tarefa fácil montar todo esse quebra cabeça, mas ao menos agora temos mais um hospital na rede pública. Falta agora o Pronto Socorro. Mas daí já é outra história, para depois da pandemia.

PODE HAVER ALUGUEL DE MAIS LEITOS

Aliás, uma coisa não elimina a outra. O prosseguimento das negociações com o Prontocordis pode chegar a um bom termo em breve, o que seria mais um grande passo para amenizar a falta de leitos. A grande vantagem do Prontocordis, um dos melhores hospitais do Estado, é que ele já tem toda a estrutura pronta e teria como começar a atender os pacientes imediatamente.  No caso do Regina Pacis, o Governo ainda terá que fazer investimentos, adaptações, comprar equipamentos e contratar pessoal. Outra possibilidade que não é descartada é que, no contexto do que está acontecendo, com o aumento diário de casos, a Secretaria de Saúde poderá ainda locar mais leitos e estrutura em outros hospitais da Capital e, se necessário, também no interior. Com o crescimento do número de infectados, de internados e ainda de mortes, o governo rondoniense começa a pensar em novas alternativas, porque, ao que parece, o pico da doença está ainda longe de chegar, no nosso Estado. Não está descartado nem um Lock Down na Capital, ou seja, a proibição de circulação de pessoas.

LOCK DOWN NA CAPITAL ESTA NA PAUTA

Aliás, essa questão do Lock Down foi tratada durante encontro do governador Marcos Rocha com interlocutores, nesta quinta. Caso seja confirmada uma previsão de 1.900 casos da doença até domingo, dia 10, pode sim haver decretação para fechar tudo. O caso foi tema de uma longa teleconferência entre vereadores da Capital e empresários, a maioria de Porto Velho, mas também de outras cidades do Estado. Responsáveis por boa parte do PIB rondoniense, estão lutando contra a ideia, na medida que ela significaria a paralisação total da economia, que, aliás, já está periclitante, nesse momento da grave crise da Covid 19. O encontro entrou noite adentro, nesta quinta e não se sabe ainda a conclusão, embora o pleito da classe empresarial tenha sido recebida com simpatia pelos vereadores. O problema é que se a decisão vier do Executivo, obviamente que ela não terá como ser modificada, já que a implantação se daria por decreto. O aumento acentuado do número de pessoas contaminadas, o desrespeito ao isolamento social; as festas que continuam acontecendo em vários pontos da cidade e as aglomerações podem mesmo levar a uma decisão radical. Até próximo do início desta madrugada, contudo, a decisão final não era conhecida.

CENAS DE APAVORAR NO CEMITÉRIO SANTO ANTÔNIO

Foi uma quinta-feira negra, daquelas que não se queria viver, para os números dos atingidos pela Covid 19 em Rondônia. Num só dia, tivemos quatro pessoas mortas, totalizando agora 37 óbitos registrados. Mais 155 casos registrados pela Secretaria de Saúde do Estado. Superamos o número mil em casos confirmados (1.098). São quase 90 pacientes hospitalizados, vários deles em leitos de UTI. Em uma semana, o número de casos praticamente dobrou. De assustar também reportagem especial divulgada pelo programa SIC News, da SICTV/Record, mostrou, com exclusividade, uma área do Cemitério Santo Antônio com pelo menos 35 novas covas, para enterro de vítimas do corona, num local separado. Usando um drone, o jornalismo da emissora descobriu a ação e ainda mostrou o enterro de uma das vítimas, acompanhado por apenas dois familiares. Muito triste, mas, mais que tudo, muito assustador do que pode estar vindo por aí.

JUSTIÇA MANDA TIRAR CAMELÔS DA PRAÇA

Há cerca de seis anos, a praça Jonathas Pedrosa, no centro da Capital, estava   ocupada por pelo menos duas dezenas de barracas de camelôs. Talvez mais. Sem outro local para venderem seus produtos, os camelôs, alguns dos quais já haviam sido retirados da rua Euclides da Cunha, também no centro, mas ainda à época da administração do prefeito Roberto Sobrinho e que, depois, foram retirados de onde estavam pela enchente de 2014, indo então para a Praça, se viram novamente sem ter onde trabalhar e lutar pela sobrevivência. Duas Recomendações, emanadas do Ministério Público, mandavam que a Prefeitura retirasse todas as barracas e pessoas do local, até por causa dos riscos de aglomeração e contaminação pelo coronavírus, numa ação em que os fiscais tiveram o acompanhamento da Polícia Militar. Os camelôs, desesperados, pediam outro local para poderem trabalhar e inclusive fecharam a avenida Sete Setembro, em protesto, durante algumas horas. Em Nota, a Prefeitura explicou a ação, afirmando que cumpriu Recomendação do Ministério Público. Anunciou ainda que passada a pandemia, irá realocar os ambulantes em uma área com banheiros químicos e nova estrutura mínima para funcionamento.

LÉO QUER NOVA DATA PARA A ELEIÇÃO

O deputado federal, Léo Moraes, presidente regional do Podemos, também se pronunciou sobre a mudança ou não da eleição municipal deste ano e eventuais prorrogações de mandatos. Ele repetiu à coluna o que já havia dito à revista Veja, uma das principais publicações do país, sobre o tema. Léo quer que a Câmara Federal crie um grupo de trabalho para analisar a mudança de data da eleição para o final do ano, através da votação de uma Medida Provisória transferindo a disputa de Prefeituras e Câmaras Municipais para dezembro próximo. A proposta está na mesa de Rodrigo Maia desde o final de março, mas ainda não andou. O parlamentar rondoniense, em seu primeiro mandato, tem sido destaque nacional do partido, liderando o Podemos na Câmara Federal. Ele quer a eleição ainda esse ano, mas em outra data. Nem sequer comentou a possibilidade dos atuais mandatos até 2022, porque quer que a disputa seja esse ano, seguindo o calendário eleitoral, mas em nova data.

FORÇAS ARMADAS PROTEGENDO A AMAZÔNIA

As Forças Armadas vão voltar a atuar em Rondônia, principalmente no combate a focos de incêndio e desmatamento ilegal. Toda a região da chamada Amazônia Legal (também Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Roraima e Tocantins, além de um pequeno território do Maranhão), terá esse tipo de ação. Ela foi autorizada através de decreto assinado pelo presidente Bolsonaro e a ação se aplica também às faixas de fronteira; às terras indígenas e unidades de conservação. Informações de um crescimento no desmatamento da Amazônia em quase 30 por cento, assim como as queimadas. No ano passado todo, as queimadas – quase 90 mil focos – cresceram significativamente, comparando-se com 2018 (68.500 focos). As tropas vão atuar também no apoio às comunidades ribeirinhas e gente que vive em áreas muito mais distantes, em toda a região.

TRAFICANTE PODEROSO É SOLTO PELO STF

Valter Lima Nascimento, o Guinho, foi preso por traficar mais de 400 quilos de cocaína. Um dos maiores traficantes, amigo de poderosos que dominam o mundo do crime, ele entra e sai da cadeia como se fosse um simples batedor de carteira. É a segunda vez que ele consegue se libertado, em pouco tempo, por decisão liminar do mesmo ministro do STF (aliás, só bandidos muito ricos e poderosos conseguem levar seus casos ao Supremo). As duas decisões são do mesmo ministro: Marco Aurélio de Mello. Pela liminar concedida, que nada tem a ver com riscos da coronavírus, mas apenas por “direitos” legais de um dos maiores bandidos do país, Marco Aurélio mandou soltar o traficante, até que o caso seja decidido no pleno. Ou seja, quando isso acontecer, ele já estará tão longe quanto o Sol da Terra. O assunto foi destaque na noite desta quinta, no Jornal da Record, em rede nacional. Portanto, não há como se dizer que pode ser uma Fake. Infelizmente, lamentavelmente, para tristeza dos brasileiros decentes, é a mais pura verdade!

PERGUNTINHA

Com a descoberta de tantas mutretas e superfaturamentos na compra de equipamentos de combate ao Corona, em várias localidades do país, você acredita que já começou o Escândalo do Covidão, previsto há alguns dias pelo ex deputado Roberto Jefferson?

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