Home Saúde Apesar da obrigatoriedade, há resistência e até ameaça a quem cobra o uso de máscara

Apesar da obrigatoriedade, há resistência e até ameaça a quem cobra o uso de máscara

por Redação

Apesar de toda propaganda do governo para o uso da máscara, das várias reportagens e entrevistas ou citações em redes sociais, da sua importância para evitar a transmissão maior do covid 19, muita gente ainda resiste à utilização e, em alguns casos, até se insurgem contra a obrigatoriedade, mas há também quem queira entrar com crianças em lojas, e aí já há casos de ameaças a lojistas.

Nas portas de supermercados e algumas lojas, é comum ser encontrado o atendimento iniciando com a verificação da temperatura, e muito álcool em gel. Esse controle de medir temperatura – acima de 37,5 graus o cliente é orientado a não entrar – às vezes dá problema, como narrou o funcionário de um supermercado.

“Era um senhor de uns 40 anos e a temperatura dele estava marcando 38 graus. Conforme a orientação chamei o encarregado e ele pediu ao cidadão para ele esperar um pouco, talvez pensando que, passando uns minutos fora a temperatura dele baixasse, mas quase dava confusão, porque ele tentou forçar a passagem mas, felizmente, a esposa dele apelou e foram embora”.

Numa loja da Jatuarana, final da semana, um casal e duas crianças tentaram entrar, mas foi explicado que eles não poderiam levar os filhos, então o pai passou a gritar que ninguém iria barrar seus filhos. “Felizmente conseguimos contornar, mas levou tempo e quase chamamos a polícia”, contou um vendedor.

Em algumas lojas, como uma de material químico da Avenida Amazonas, depois da Mamoré, o cliente passa por uma série de limpezas, dos calçados em diante, antes de se dirigir ao balcão para fazer seu pedido. No entanto, uma  farmácia “do Trabalhador” na Avenida Jorge Teixeira mantém um frasco de álcool em cima de uma caixa à esquerda da entrada, e ninguém ali para medir temperatura.

Na porta de supermercados, como numa loja de material de construção na esquina da Jorge Teixeira com a Álvaro Maia, além da medição e de álcool em gel em qualquer balcão, os clientes são orientados a prestar atenção para as medidas sanitárias.

No Mercado do Um, no entanto, tanto fora quanto dentro, é difícil encontrar um boxe que disponibilize o álcool para higienização das mãos.

Outro segmento que não dá muita importância para as recomendações sanitárias são os bancos. Principalmente os grandes bancos e, o mais grave ainda, os principais são Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que não mede temperatura e, raríssimas exceções, disponibilizam álcool gel.

E exatamente o segmento que mais fatura na economia e o que tem maior rotatividade de pessoas durante seu atendimento, não são incomodados  pela fiscalização que proíbe pequenos comércios de funcionar.

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