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Ministro da Justiça diz que não tratou de operações da PF com Bolsonaro durante viagem aos EUA

Anderson Torres publicou mensagem na internet. Alvo da PF, ex-ministro da Educação disse à filha que Bolsonaro lhe contou sobre 'pressentimento'; Torres estava com presidente no dia da ligação.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, em imagem de dezembro de 2021 — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Anderson Torres, em imagem de dezembro de 2021 — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Anderson Torres, publicou neste domingo (26) em uma rede social uma mensagem na qual disse que não tratou de operações da Polícia Federal com o presidente Jair Bolsonaro durante a viagem que eles fizeram aos Estados Unidos no início deste mês.

Anderson Torres integrou a comitiva de Bolsonaro que viajou para Los Angeles, onde o presidente participou nos dias 9 de 10 deste mês da Cúpula das Américas.

Segundo interceptação telefônica feita pela Polícia Federal, em 9 de junho, o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro disse a uma filha que Bolsonaro havia lhe relatado “pressentimento” de que ele, Ribeiro, poderia ser usado para atingir o presidente. Milton Ribeiro foi preso pela PF no último dia 22 e solto um dia depois.

A Polícia Federal é vinculada ao Ministério da Justiça.

Com base nessa e em outras gravações, o Ministério Público pediu autorização da Justiça para apurar se houve interferência de Bolsonaro nas investigações sobre Milton Ribeiro. O caso foi enviado para análise do Supremo Tribunal Federal (STF), e a relatora é a ministra Cármen Lúcia.

O advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, disse ter sido autorizado pelo presidente a dizer à imprensa que ele “não interferiu na PF” e que não tem “nada a ver com essas gravações”.

Prisão de Milton Ribeiro

 

Milton Ribeiro foi preso no dia 22 – e solto no dia 23 – na ação da Polícia Federal que investiga a suposta atuação de pastores na liberação de recursos do Ministério da Educação.

Em março deste ano, se tornou conhecida uma gravação na qual Ribeiro, ainda como ministro, disse que priorizava o repasse de dinheiro a municípios indicados por pastores e que, ao fazer isso, atendia a um pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Depois, Milton Ribeiro negou. Afirmou que não priorizava municípios indicados por pastores e que Bolsonaro não havia lhe pedido isso. O episódio levou à demissão do então ministro.

Com a saída de Ribeiro do cargo, as investigações saíram do STF e foram para a Justiça Federal em Brasília. O juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal, entendeu que, soltos, Ribeiro e os pastores poderiam interferir nas investigações e, por isso, determinou a prisão deles.

Um dia depois, o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), com sede em Brasília, mandou soltar os investigados. O magistrado entendeu que medidas cautelares seriam mais adequadas porque Ribeiro não é mais ministro.

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