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MP investiga fraudes em contratos publicitários do governo de RO

por Redação

Operação Propagare tem apoio da Polícia Civil e Gaeco de outros estados.

Por RedaçãoDIÁRIO DA AMAZÔNIA

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou uma operação na manhã desta quarta-feira (19) para investigar fraudes em licitações e organização criminosa nas contratações de serviços de publicidade feitas pelo Estado de Rondônia desde 2011, através da Superintendência de Gestão dos Gastos Públicos Administrativos.

A Operação Propagare tem apoio da Polícia Civil de Rondônia, Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO), e GAECO’s do Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A investigação é o desdobramento das Operações Termópilas (2011) e Plateias (2014) e se destina a apurar ilícitos de corrupção, crimes licitatórios e organização criminosa, praticados no curso das contratações de serviços de publicidade, promovidas pelo Estado de Rondônia, especificamente pela Superintendência de Gestão dos Gastos Públicos Administrativos.

Trinta e cinco delegados, 140 policiais, quatro analistas do departamento integrado do TCE-RO e quatro peritos da Politec participam da operação.

Ao todo, são cumpridos 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Porto Velho. Os agentes cumprem os mandados nos municípios de Ariquemes (RO), Ji-Paraná (RO), Cacoal (RO), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Segundo o MP-RO, durante a investigação foi constatado uma estrutura criminosa envolvendo servidores públicos, empresas do ramo de publicidade e agentes políticos, “os quais praticaram ilícitos de corrupção, crimes licitatórios e organização criminosa a fim de direcionar licitações para contratação de serviços de publicidade e propaganda”.

Esquema

Segundo o MP-RO, as contratações ilícitas tiveram início no ano de 2011, sendo os contratos aditivados ao longo do tempo. Em síntese, os envolvidos direcionavam as licitações de publicidade para beneficiar a empresa investigada, que de forma ilícita, superfaturava e subcontratava outras empresas pertencentes a familiares. Os prejuízos causados à Administração Pública, até o momento, ultrapassam milhões de reais, uma vez que as empresas investigadas já receberam dos cofres públicos estaduais mais de R$ 120.000.000,00 (cento e vinte milhões de reais), nos últimos anos.

Destaca-se que o direcionamento prévio da licitação era exclusivamente um “jogo de cartas marcadas” a fim de beneficiar os integrantes da organização criminosa, pois nos procedimentos licitatórios havia a participação de agências de publicidade de qualificação internacional, as quais não eram escolhidas nos processos por serem consideradas inaptas.

Os nomes das empresas investigadas não foram divulgados pelo MP. A Operação Propagare é desdobramento das Operações Termópilas (2011) e Plateias (2014).

Com informações do MP-RO

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