Home Destaques Mulher presa por morte de ex é condenada a pagar ao filho indenização de até R$ 3 milhões

Mulher presa por morte de ex é condenada a pagar ao filho indenização de até R$ 3 milhões

por Redação

Por Kleber Tomaz, G1 SP — São Paulo

Da esquerda para a direita: Cadu Magalhães, a mãe Giselma e o pai Humberto. Mulher terá de indenizar o filho por danos morais e materiais após ter sido condenada pela morte do ex-marido em 2008 — Foto: Reprodução/Arquivo/TV Globo

Da esquerda para a direita: Cadu Magalhães, a mãe Giselma e o pai Humberto. Mulher terá de indenizar o filho por danos morais e materiais após ter sido condenada pela morte do ex-marido em 2008 — Foto: Reprodução/Arquivo/TV Globo    A Justiça de São Paulo condenou uma mulher, presa pela morte do ex-marido (diretor de um importante frigorífico brasileiro) em 2008, a pagar indenização por danos morais e materiais, que pode chegar a R$ 3 milhões, ao filho do casal. Cabe recurso.

Giselma Carmem Campos Carneiro Magalhães foi obrigada a indenizar Carlos Alberto Campos Magalhães, o Cadu, em R$ 500 mil por danos morais. Segundo a decisão judicial, a mãe levou a polícia a suspeitar do envolvimento do filho no assassinato do pai, o diretor-executivo da Friboi Humberto Magalhães.

Ainda de acordo com a juíza Andrea de Abreu e Braga, da 10ª Vara Cível do Fórum Central Cível da capital, Giselma terá de pagar a Cadu indenização por danos materiais, em valor a ser calculado, baseado nos salários do empresário. No entendimento da magistrada, a mãe tirou do filho o pai, que lhe dava sustento financeiro, quando mandou mata-lo. Cadu tinha 17 anos à época e teria direito a receber ajuda do pai até seus 24 anos.

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Em 2013, Giselma foi condenada a 22 anos e seis meses de prisão pelo assassinato do executivo. Ela sempre negou o crime. O irmão dela, Kairon Valter Alves, recebeu pena de 21 anos acusado de participar do homicídio. Ele confessou que a irmã queria matar o ex-marido.

Kairon Alves em imagem do vídeo em que confessa o crime — Foto: Reprodução/TV Globo

Kairon Alves em imagem do vídeo em que confessa o crime — Foto: Reprodução/TV Globo

Ainda segundo a acusação, Giselma pagou R$ 30 mil a Kairon, que saiu da prisão após 18 anos preso por tráfico de drogas. A missão dele seria procurar quem mataria o executivo, pois assim a irmã ficaria com a fortuna de Humberto com a morte dele.

O motociclista Paulo dos Santos, apontado como o atirador, e o seu contratante Osmar Gonzaga Lima foram condenados em 2011 a 20 anos de prisão cada um pelo assassinato.

Osmar Lima e Paulo Santos foram condenados pelo assassinato do executivo da Friboi — Foto: Reprodução/Arquivo/TV Globo

Osmar Lima e Paulo Santos foram condenados pelo assassinato do executivo da Friboi — Foto: Reprodução/Arquivo/TV Globo

O criminoso passou então o endereço onde os executores estavam. Humberto saiu de casa com seu carro e foi até o local, mas ao invés do filho encontrou seu executor, que deu dois tiros nele e fugiu.

GNews - Julgamento caso Friboi — Foto: GloboNews

GNews – Julgamento caso Friboi — Foto: GloboNews

Pensão de viúva

Mesmo presa desde 2016, Giselma, atualmente com 55 anos, continua recebendo uma pensão mensal de R$ 6 mil por causa da morte de Humberto.

Como viúva, ela tem direito legal à metade do patrimônio deixado pelo executivo: cinco fazendas de gado em Goiás. O casamento foi em comunhão universal de bens. Parte dela não é herança.

“O que eu queria de verdade era ter o meu pai ainda aqui, mas dentro do que aconteceu essa sentença é muito importante para mim”, disse Cadu ao G1. “E acho que pode ser para outras pessoas porque representa uma consequência grave contra abusos, nem mesmo uma genitora tem o direito de fazer o que ela fez”.

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