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O desafio da retomada no pós-pandemia – Por Marcelo Thomé

por Redação

Marcelo Thomé*

PORTO VELHO – Rondônia, o Brasil e o mundo estão diante de um desafio jamais imaginado, cuja solução ainda não se sabe ao certo. Mas, em que pese essa variável, uma certeza é latente: a vida continua e, para isso, é imperioso caminhar no mesmo nível de preocupação a manutenção da vida com a devida reestruturação da rede pública de saúde em todos os níveis, mas também a continuidade das atividades econômicas, gerando emprego e dando perspectiva de vida digna às pessoas.

Uma coisa não deve excluir a outra!

Se não, corremos o sério risco de uma vez contornado o problema sanitário, encontrarmo-nos mergulhados em uma crise econômica sem precedentes.

Arquivo/Agência Brasil

O desafio é equilibrar a emergência sanitária e a urgência em salvar vidas, *impondo isolamento social* e restrições ao funcionamento do comércio e, ao mesmo tempo, evitar o desastre econômico com o fechamento de empresas e o desemprego em massa, justo quando em nosso país iniciava-se a recuperação na geração de postos de trabalho para um contingente de 14 milhões de desempregados.

Temos de encontrar juntos, Governo, entidades do setor produtivo, academia e sociedade, a resposta para esta equação.

O governo estadual e a prefeitura de Porto Velho, ao convidar entidades do setor produtivo para debater essas questões, acenam reconhecer o papel fundamental do tecido empresarial rondoniense na construção de soluções equilibradas. E, a indústria através da Fiero, assim como os outros segmentos, pode contribuir muito.

Rondônia precisa pensar no pós-pandemia, sob pena de perecermos…

Como dirigente de uma entidade empresarial, entendo que não podemos descuidar do que virá imediatamente ao superarmos esta crise, compreendendo os desafios do poder público de manter a rede pública de saúde com capacidade mínima de atendimento e a preservação do equilíbrio fiscal.

Em sentido contrário a natureza de empreender, o fechamento de empresas, reconhecendo que as circunstâncias atuais exigem medidas extremas, geram enorme insegurança aos empresários e prejuízos. Contudo, a Federação das Indústrias de Rondônia vem dando sua contribuição para que empresas possam manter o mínimo de suas atividades, adotando todas as providências para mitigar o risco de transmissão da doença e cuidados à saúde do trabalhador.

Nosso compromisso é manter a chama acesa.

Em Rondônia a indústria foi classificada como essencial e de fato o é. Entretanto, algumas plantas paralisaram a produção por falta de pedidos. Mas as empresas que continuam produzindo tiveram que adequar-se às novas exigências, investindo em equipamentos de proteção individual (EPIs), álcool, treinamento e reduzindo o número de colaboradores em cada jornada.

O resultado desse esforço é a manutenção dos empregos, da produção e de um faturamento mínimo. Desta forma, a implantação dos protocolos de saúde nas indústrias propiciou um ambiente seguro e por isso temos um pequeno número de notificação de trabalhadores da indústria contaminados em seu local de trabalho.

Esta ação tem a participação do Sesi e do Senai, que permitiu implantar os protocolos que tornam a atividade ambientalmente segura. Essas ações contemplam o empresário e o trabalhador da indústria.

Nesta segunda-feira, o Brasil celebra o Dia da Indústria, segmento de importância crucial para o desenvolvimento do País. A indústria brasileira atua hoje como um dos pilares da nossa economia, não só por produzir bens de valor, mas, principalmente, por empregar milhões de brasileiros e movimentar capital.

O que deve ser feito para não vermos sucumbir a nossa economia, que nos últimos cinco anos vem se destacando nacionalmente com crescimento sustentável e equilibrado?

Vamos falar desse tema na próxima semana…

*É presidente da Fiero

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