Home Polícia Polícia não consegue apreender armas usadas para executar PMs em Mutum, mas apresenta muitos facões, munições e rádio de comunicação com invasores

Polícia não consegue apreender armas usadas para executar PMs em Mutum, mas apresenta muitos facões, munições e rádio de comunicação com invasores

por Redação

Armas de grosso calibre, do tipo fuzil, utilizadas para executar o tenente Figueiredo, a Polícia não apreendeu nenhuma. Ou, pelo menos, não apresentou, mas mostra várias armas de fogo de caça, munições, dezenas de armas brancas e equipamentos de comunicação foram apreendidos no fim de semana na fazenda Novo Brasil, onde dois policiais militares foram assassinados no dia 3 de outubro, em Porto Velho.

Pelo jeito, os líderes do movimento, que provavelmente já estão longe do acampamento, deram um baile nas autoridades, deixando na área apenas aqueles que eles mesmos chamam de ‘guaxebas’ – como eles mesmo denominam – ou aqueles pessoas que estão ali de boa intenção ou que não tem nenhuma importância na hierarquia do grupo.

E eles deverão continuar ‘zombando’ da Polícia, da Justiça e do sistema legal, como vêm fazendo há muito tempo.

A apreensão ocorreu durante a Operação Ordo, deflagrada no sábado (10) com objetivo de prender os suspeitos de armar uma emboscada contra a polícia no distrito de Nova Mutum Paraná.

Segundo informou a Polícia Militar (PM), cerca de 300 agentes da segurança pública participaram da ação na região da fazenda.

“Inicialmente, durante a operação, prendemos cinco suspeitos, munições e armas de calibre de caça”, afirma Alex Miranda, capitão da PM-RO.

Ao todo, 24 mandados foram expedidos pela Justiça, sendo 17 deles de prisão preventiva. A operação Ordo é integrada foi realizada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Técnico-científica. Ordo é uma referência à ordem.

Segundo apurado nas investigações, os procurados integram uma organização criminosa e praticam diversos crimes na localidade, com treinamento e armamento de guerra utilizando fuzis e metralhadoras para prática de homicídios, torturas, incêndios e roubos.

Na mesma operação do fim de semana, segundo a polícia, cerca de 300 invasores foram retirados da área.

Morte de PM’s

No último dia 3 de outubro, o tenente da reserva José Figueiredo sobrinho pescava com amigos em uma propriedade rural quando foi identificado, torturado e morto por um grupo armado. Uma testemunha disse que os criminosos cometeram o crime após constatar que a vítima era militar.

A Polícia Militar (PM) foi chamada e ao chegar na localidade para retirar o corpo de Figueiredo, houve um ataque por parte dos criminosos e o sargento Márcio Rodrigues da Silva foi alvejado e morto. Por conta da intensidade do ataque, os policiais precisaram recuar e os corpos das vítimas só foram retirados em uma operação no domingo (4). Outros quatro militares ficaram feridos no ataque em que o sargento foi morto. Um deles segue internado na UTI.

Por G1 RO

Um relato de um oficial sobre o acampamento da LCP

Na reintegração de posse que fizemos naquela região que mataram os dois Policiais Militares, percebi algumas coisas e queria compartilhar com vocês:

Adentrando no acampamento, que tinha aproximadamente 600 pessoas, que estavam lá em média há 90 dias, eu não vi uma horta sequer. Mais estranho, eu não vi um porco ou uma galinha (juro, não tinha 1 galinha). Eles tinham estoques e estoques de mantimento industrializado.

Sabem como eles comiam? Saqueando fazendas!!!

Eles iam até as fazendas e matavam gado e levavam para comer, simples. Iam às sedes das fazendas armados e ameaçavam e ROUBAVAM (a palavra é essa) os mantimentos. Como se fosse um NOVO CANGAÇO de Lampião.

Também vimos várias árvores (muitas mesmo) derrubadas e também queimada uma grande parte da mata nativa da região.

Eles agem como VÍRUS ou PARASITAS, apenas destruindo e sugando os outros, NÃO PRODUZEM NADA!

Também percebi que aquela região tem o solo vermelho (formação basáltica) ou seja, o solo mais fértil da nossa região, e por isso o mais valioso. Mas se o solo lá é tão bom, porque não havia sequer uma mandioca plantada?

Simples! Porque o objetivo é invadir para vender!!! Invadir para derrubar Madeira. Invadir para destruir e ganhar dinheiro! Essa é a LCP.

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