Home Coronavírus Secretário acusa profissionais de saúde em RO de não usarem EPIs e os responsabiliza por contaminação

Secretário acusa profissionais de saúde em RO de não usarem EPIs e os responsabiliza por contaminação

por Redação

O secretário de Saúde de Rondônia, Fernando Máximo declarou ao portal G1 que tem conhecimento de que há profissionais que não usam os EPIs.

“Vários colegas, especialmente da área da enfermagem, mandam mensagem falando que o colega do lado não está usando EPI. Isso acontece na construção civil, vira e mexe a gente vai ver um pedreiro ali, um servente sem capacete, sem a corda amarrada, e isso acontece em todas as áreas. Infelizmente tem gente que apesar das recomendações, das orientações e da disponibilização dos equipamentos, [não usa os equipamentos]”.

O secretário fez essas afirmações ao negar que servidores do Hospital de Base Ary Pinheiro estivessem sendo contaminados na unidade, ele nega que haja contaminação da UTI do HB ou a falta de EPIs para os profissionais da saúde.

Mas, o secretário mente. PAINEL POLÍTICO sabe de pelo menos dois casos de coronavírus que foram causados por contaminação dentro do Hospital de Base. Um servidor foi contaminado e um membro de sua família também. Além dele, uma servidora, que falou ao G1 e não quis ser identificada, no final de abril a UTI do HB tinha três pacientes confirmados com Covid-19 e dois deles foram transferidos para a Assistência Médica Intensiva (AMI), na Zona Sul da Capital. A AMI é uma unidade de referência para tratamento de infectados pelo coronavírus.

“A falha maior deles foi não fornecer os EPIs para a gente porque a gente estava sem EPI nenhum, nem N95 a gente tinha. Porque máscara cirúrgica não é EPI para Covid, e é única coisa que a gente tinha. Nem o álcool 70% a gente estava tendo, nem álcool gel”.

A servidora disse que os profissionais que atenderam esses três pacientes não utilizaram EPIs e que boa parte deles passou a apresentar sintomas de Covid-19.

“Até os pacientes que estão internos por outros motivos agora suspeitam de ter contraído o vírus pois estão apresentando os mesmos sintomas da doença. Mesmo assim estão recebendo pacientes vindos do interior do estado e os mesmo estão se contaminando também”, denunciou.

A servidora, que hoje se recupera, chegou a ficar internada e teve sintomas como tosse, febre, dor de cabeça, dor de garganta. Segundo ela, há uma recusa em fazer os testes em todos os profissionais, por receio do índice de resultados positivos e da falta de profissionais para atender na UTI do Hospital de Base.

Na terça-feira (6), teve alta um morador de Theobroma (RO) que veio para Porto Velho em janeiro para uma consulta com cardiologista na policlínica Oswaldo Cruz, não se sentiu bem e foi internado no João Paulo II, em seguida, encaminhado ao Hospital de Base para uma cirurgia cardíaca. No dia 27 de abril, ele foi transferido para a AMI e passou vários dias em estado grave, após ter testado positivo para Covid-19. Hoje ele está curado.

 

 

 

Fonte: Painel Político

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